📅 Sunday, Jul 14, 2024
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Eu comecei a investir assim que iniciei minha carreira profissional, aos 24 anos. Apesar de não ser tão cedo, essa decisão transformou minha vida. Minha paixão sempre foi a tecnologia, e eu me dedicava intensamente ao trabalho e aos estudos. Com o tempo, fui construindo minha carreira, evoluindo profissionalmente e conquistando novas oportunidades.
No início, com salários baixos, a troca de emprego era vista como uma chance de crescimento e aprendizado, não focando tanto no retorno financeiro, mas em adquirir experiência. Passei por muitas mudanças ao longo desses mais de 10 anos de carreira.
À medida que minha renda aumentava, minha capacidade de agregar valor às empresas também crescia. Sempre dei o meu melhor, acreditando que o retorno financeiro viria como consequência. Se não viesse, significava que eu não estava no lugar certo, e isso era aceitável, pois a experiência adquirida sempre é valiosa.
Optar por uma vida frugal me permitiu economizar e acumular patrimônio. Com o tempo, meu patrimônio tornou-se relevante em comparação à minha renda. Se eu tivesse aumentado meu padrão de vida junto com meu salário, certamente não teria tido a mesma trajetória e oportunidades. E por quê? Porque, se você gasta todo o dinheiro que ganha, fica refém do emprego, o que pode te impedir de tomar riscos e buscar novas oportunidades. Comprar imóveis, financiar carros e contrair dívidas só aumenta essa dependência. Sempre fiz a seguinte conta: quantas horas preciso trabalhar para comprar isso? Como assalariado, compramos bens com horas de vida. Investir significa comprar tempo de vida de volta, e com juros.
Esse foi meu grande motivador no início da minha jornada como investidor: a independência financeira. Desde o início, calculava quanto tempo poderia viver sem renda, e foi incrível ver esse número crescer. Lembro do momento em que percebi que poderia ficar desempregado por um ano sem mudar nada na minha vida. Depois, por dois anos. Logo, vi que tinha dinheiro suficiente para viver dez anos sem trabalhar. O conforto e a liberdade psicológica que isso trouxe foram incríveis. Não ter dívidas e não depender do emprego me permitiu tomar decisões mais arriscadas e buscar novas oportunidades sem medo. E assim continuo até hoje.
Com o passar dos anos, o desafio tornou-se encontrar motivação para continuar buscando sempre o melhor. Quando o dinheiro sai da equação, fica a pergunta: o que você realmente gosta de fazer?
Como tudo na vida tem seus prós e contras, a independência financeira também tem os seus. Apesar de poder ficar décadas sem trabalhar, ainda gosto do que faço, continuo construindo meu patrimônio e alcancei apenas 20% da minha meta (quanto é o suficiente? Isso é assunto para outro post). E você, o que te motiva a continuar trabalhando? Comprar bens de consumo ou liberdade e anos de vida?